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Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social,
de Orientação e Formação Profissional no Estado de São Paulo.

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Sobre o Senalba/SP

  

Uma tradição de lutas e conquistas

O Senalba ocupa uma posição de destaque como uma instituição dos trabalhadores no Brasil. Reconhecido pelas conquistas para a categoria, o Senalba tem a certeza de que cumpre também, com competência e seriedade, o seu compromisso social de entidade que luta por um País melhor e mais justo, debatendo grandes temas nacionais e participando de inúmeras mobilizações em defesa da cidadania e dos interesses dos trabalhadores brasileiros.

Nossa História: Como tudo começou!

O Senalba é o principal instrumento de defesa dos interesses da categoria. Fundado em 1964, tem uma história de lutas e conquistas que é motivo de grande orgulho a todos.

Há 43 anos, o então presidente da FIESP, o italiano Antonio Devisate (já falecido), proprietário de uma indústria-manufatura de calçados, denominada Calçados Rocha, disse: "quem manda no SESI sou eu, portanto, quando eu quiser dar aumento eu dou, e ninguém precisa vir até aqui tentar me obrigar".

A partir desta célebre frase, um grupo de empregados, insatisfeitos com aquela postura, resolveu fundar uma associação de funcionários do SESI, batizando-a de ASSESI (Associação dos Servidores do SESI), tendo como objetivo defender os interesses de todos os empregados e lutar por melhores salários e condições de trabalho.

Paralelamente à criação da ASSESI, outras agremiações foram surgindo: no SENAI, no SESC, no SENAC e na LBA. Todas elas com a mesma intenção. Pouco tempo depois, os grupos fundadores foram percebendo que tais associações não tinham o direito legal de defender os interesses dos trabalhadores. Decidiram, então, aprofundar a questão.

Um grupo liderado por empregados do SESI partiu para a ofensiva, com objetivo direto de transformar a associação profissional em entidade de classe, no início de 1964. Entre eles, nomes como: José Stocco Neto, Salim Belfort, Carlos Angelo Mendes de Almeida, Rubens Fontão e Francisco de Assis Paladino, assim como advogados e funcionários da Divisão de Orientação Social.

Naquela época, para o surgimento de um sindicato, havia necessidade de alguns procedimentos burocráticos básicos. Tomando à frente, esse grupo convocou uma Assembléia Geral e transformou a ASSESI e demais associações em Sindicato, solicitando ao Presidente da República a Carta Sindical.

Fatos históricos

É preciso lembrar que a década de 1960 foi marcada como um período amargo na História do Brasil.A renúncia do Presidente Jânio Quadros, homem de temperamento forte e decisões contraditórias, eleito com o maior número de votos já obtidos num pleito presidencial, levou o País ao caos.

Nossa economia esfacelou-se, as organizações políticas ficaram sem direção, e, conseqüentemente, ocorreram convulsões sociais em todos os cantos do País. As forças armadas, devido a esta situação, acabaram aceitando a posse do Vice-Presidente da República, João Goulart, como Presidente do Brasil.

O movimento estudantil foi às ruas, exigindo independência cultural e protestando contra acordos entre o MEC e o Ministério da Educação dos Estados Unidos. Os trabalhadores reivindicavam aumentos salariais, em virtude da depressão econômica que o País atravessava (inflação, desemprego, recessão). Os partidos políticos, tanto da esquerda quanto da direita, se agrediam mutuamente.

O então Presidente da República concedeu 100% de aumento no salário mínimo para acalmar a classe trabalhadora, atitude que, por um outro lado, acabou trazendo uma série de conseqüências graves à economia.

Em 20 de março de 1964, o Presidente João Goulart assinou a Carta Sindical criando o Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional no Estado de São Paulo. Um dos últimos atos do Presidente Goulart.

Em 31 de março de 1964, o Exército, liderado pelo Marechal Castelo Branco, tomou o poder num golpe de Estado, fechando o Congresso Nacional, criando o Ato Institucional nº 1, que deu poderes para fechar partidos políticos, cassar deputados, lideranças sindicais e membros da sociedade civil. Foi um dos períodos mais difíceis de nossa História.

E surge o nome SENALBA

Dentro deste contexto, surgiu o Sindicato, cujo nome muito grande foi substituído pela sigla SECRAS que significava Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional.

Pouco tempo depois, percebeu-se que esta sigla, ou nome fantasia, não representava o significado desejado, substituindo-a para SENALBA, sigla que lembrava as entidades que deram origem ao Sindicato: o S de SESI, SENAI, SESC e SENAC e o LBA de Legião Brasileira de Assistência.

O primeiro presidente eleito do Sindicato foi Salim Belfort, advogado de renome, homem de grande visão política e princípios bem definidos.

Apesar de tantas qualidades, permaneceu pouco tempo na direção da entidade. Em seguida, veio o médico Fausto Figueira de Melo, com uma capacidade ímpar, permanecendo na condução do Sindicato por dois mandatos consecutivos.

É claro que nesses 47 anos de trajetória passaram pelo Sindicato várias diretorias. Todas deixaram registrados atos de coragem e de luta na busca por melhores salários, condições de trabalho e sobretudo de respeito e dignidade na representação dos trabalhadores da categoria.

Coube à atual diretoria, tendo a presidência o sociólogo Luiz Carlos Gomes Pedreira, a modernização e otimização do Sindicato.

O SENALBA possui hoje: sede própria toda informatizada, Departamento Jurídico na área trabalhista, Departamento Odontológico, Colônia de Férias em Caraguatatuba e todo um sistema administrativo para melhor atender aos associados.



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